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Gentilezas para 2013!

Last monthNeste último post do ano no blog Quanta gentileza gostaria de me despedir do 2012 agradecendo as coisas boas que o ano me ofereceu, mas já é hora de mudar, começar um novo ciclo, estou de portas abertas para 2013, ansiosa por tudo de maravilhoso que nos espera. Que ele seja repleto de muito amor, verdade, saúde (sempre!), amigos, família, harmonia, oportunidades, dinheiro para dar e vender, sorte, e, claro, muita gentileza.

Continuo acreditando na gentileza das pessoas. Pensar na gentileza é um exercício de melhoria contínua e cada gesto gentil pode mudar muita coisa e se transformar numa corrente do bem (seja de atitudes como de pensamentos). Gostaria de compartilhar abaixo um e-mail que recebi esta semana e que na minha opinião vale até imprimir para colocar na mesinha de cabeceira, na agenda, na memória, pra não nos esquecermos da importância de cada um desses itens listados como metas para 2013.

FELIZ 2013!
Quanta gentileza!
Tammy de Andrade

Saúde:
1. Beba muita água
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas, e menos comida produzida em fábricas;
3. Viva com os 3 E’s: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje tempo para orar;
5. Faça atividades que ativem seu cérebro ;
6. Leia mais livros do que leu em 2012;
7. Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
8. Durma 8 horas por dia;
9. Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia, e enquanto caminha só pense e fale de coisas agradáveis.

Personalidade:
11. Não compare a sua vida a dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros;
12. Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle;
13. Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14. Não se torne demasiadamente sério;
15. Não desperdice a sua energia preciosa em fofocas;
16. Sonhe mais;
17. Inveja é uma perda de tempo. Tem tudo que necessita….
18. Esqueça questões do passado. Não lembre seu parceiro dos seus erros do passado. Isso destruirá a sua felicidade presente;
19. A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie.
20. Faça as pazes com o seu passado para não estragar o seu presente;
21. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22. Tenha consciência que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas parte, que aparecem e se desvanecem como uma aula de álgebra, mas as lições que aprende, perduram uma vida inteira;
23. Sorria e gargalhe mais;
24. Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância;

Sociedade:
25. Dedique-se mais às pessoas que fazem realmente diferença em sua vida
26. Não deixe que pessoas ruins estraguem seu dia ;
27. Perdoe, mas não se deixe enganar novamente – proteja-se – seja vc mesmo seu melhor amigo;
28. Passe tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29. Tente fazer sorrir pelo menos três pessoas por dia;
30. Não te diz respeito o que os outros pensam de você;
31. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantém contato com eles.

A Vida:
32. Faça o que é correto;
33. Desfaça-se do que não é útil, bonito ou alegre;
34. DEUS cura tudo; Ele está dentro de você!
35. Por muito boa ou má que a situação seja…. Ela mudará…
36. Não interessa como se sente, levante, se arrume e enfrente o seu dia ;
37. O melhor ainda está para vir;
38. Quando acordar vivo de manhã, agradeça a DEUS pela graça.
39. Mantenha seu coração sempre feliz.

Por último:
40. Compartilhe esta mensagem para aqueles que você ama e que deseja um 2013 maravilhoso!

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Quando a falta de gentileza rende indenização!

Gentileza e falta de gentileza são temas tão relevantes no dia a dia das pessoas e da nossa comunidade que não foi a primeira vez que assisto uma reportagem sobre o tema na TV. Ontem o Jornal Hoje exibiu uma matéria que mostra que falta de gentileza e descontrole podem custar caro! Fala-se muito de excelência no atendimento de um estabelecimento. Mas, e quando é o cliente que não é “excelente” no meu estabelecimento?  

Por não conseguir fazer uma operação bancária, um cliente de um banco em Brasília se irritou e começou a xingar a funcionária. O vigilante do banco se aproximou para tentar ajudar e também foi maltratado. “Mandou eu sair de perto dele, que eu não resolvia nada, que eu não fazia nada, que eu não era ninguém para resolver o problema dele. Ficou falando um monte de palavrões”, conta o vigia.

O cliente agressivo foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e vai pagar uma indenização de R$ 2 mil para cada um dos envolvidos. Os profissionais que lidam diretamente com o público passam, comumente, por situações de conflito como no caso de Brasília. Maria Helena Suxberger, dona de uma loja de roupas, afirma que todos os dias atende clientes que já chegam nervosos à loja.“Quando dá algo errado, ‘você me empurrou a roupa’, ‘eu comprei por sua culpa’. Acho que não é por aí”, diz.

De acordo com a psicóloga Carla Manzi, o descontrole frequente das pessoas pode estar ligado à competitividade do mundo moderno e ao estresse que ela gera. “As pessoas não conseguem elaborar isso no decorrer da vida e vão somatizando. Essa somatização faz com que, em um determinado momento e às vezes sem motivo muito significativo, a pessoa tenha essa reação explosiva”.

Antigos valores

Em Brasília, um grupo está preocupado em resgatar antigos valores e criou a campanha “Gentileza Gera Amor e Paz”, que já é um sucesso. “A ideia é estimular o lado bom do ser humano e fazer com que as pessoas façam parte dessa corrente do bem”, afirma a psicóloga Nartan Lemos. Quando conversar não der certo, a saída é procurar os direitos na Justiça. “Você sabe que tem direito. A pessoa não pode fazer isso com você nem ficar te humilhando a qualquer momento, em qualquer lugar, por qualquer coisa”, afirma o vigilante.

Confira a reportagem!

Fonte: Jornal Hoje

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O teste da gentileza!

No post anterior publicado aqui no blog Quanta gentileza (Pessoas gentis são mais atraentes) repliquei uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. A matéria continha um teste da gentileza que resolvi publicar neste post, vale a reflexão de cada resposta verdadeiramente sincera. Vamos ao teste? Mas olha só, é preciso ser honesto mesmo! 

TESTE SUA GENTILEZA

1. Você está atrasado (a) para uma reunião e depara-se com algumas pessoas barrando a entrada do edifício em que a reunião será realizada. Você:

a) Empurra a todos os que estiverem em sua frente; afinal você já está atrasado. (0 pontos)
b) Passa calmamente pelas pessoas, sempre pedindo licença. (5 pontos)
c) Xinga e reclama em voz alta para que as pessoas saiam do caminho. (3 pontos)

2. Você está em um ônibus lotado quando entra um idoso. Você:

a) Levanta-se imediatamente, mesmo que não esteja em um assento reservado, oferecendo o lugar. (5 pontos)
b) Finge estar dormindo ou não ter percebido a presença do idoso. (0 pontos)
c) Antes de ceder o lugar, aguarda para ver se outra pessoa irá se levantar. (3 pontos)

3. Aguardando para atravessar em uma extensa faixa de pedestre, há uma pessoa com deficiência visual. Você:

a) Coloca-se à disposição para auxiliar na travessia. (5 pontos)
b) Fica por perto para checar se ela precisa de ajuda. (3 pontos)
c) Ignora a situação. (0 pontos)

4. Você está atarefado(a) no trabalho e um colega telefona para “jogar conversa fora”. Você:

a) Ao perceber que não é nenhum assunto relevante, diz que está um pouco ocupado e convida-o para um happy hour na saída do trabalho. (5 pontos)
b) Responde laconicamente, mostrando desinteresse. (3 pontos)
c) Diz que não tem tempo para falar e desliga bruscamente. (0 pontos)

5. Um pesquisador de rua solicitando que você responda a algumas questões, mas você está sem tempo. Você:

a) Diz, friamente, que não pode parar. (3 pontos)
b) Passa direto, sem nem olhar para o pesquisador. (0 pontos)
c) Pede desculpas e diz ao pesquisador que no momento você está sem tempo. (5 pontos)

6. Você está em férias de seu trabalho e seu colega profissional telefona mais de uma vez para seu celular pedindo informações sobre suas tarefas. Você:

a) Atende os telefonemas e responde as dúvidas. (5 pontos)
b) Atende os telefonemas, mas responde com rispidez. (3 pontos)
c) Não atende. (0 pontos)

7. Você está saindo da garagem atrasado para o trabalho e uma idosa está prestes a atravessar à frente do seu carro:

a) Você espera pacientemente ela atravessar. (5 pontos)
b) Espera, mas vai acelerando e sai arrancando assim que possível. (3 pontos)
c) Sai rapidamente antes que ela comece a atravessar. (0 pontos)

8. O elevador chega e você percebe que um vizinho está saindo do carro carregado de sacolas: Você

a) Chama o outro elevador para que chegue a tempo de “pegar” o vizinho chegando à porta — e toma seu elevador. (3 pontos)
b) Sobe rapidamente. (0 pontos)
c) Aguarda-o e segura a porta para que ele entre com mais facilidade. (5 pontos)

9. Você toma um táxi e o taxista começa a provocá-lo sobre política, com opiniões contrárias às suas:

a) Você começa a responder hostilmente e acaba descendo irritado. (0 pontos)
b) Você corta o assunto. (3 pontos)
c) Você procura ouvi-lo e eventualmente argumenta com calma e sutileza. (5 pontos)

Fonte: O Estado de S. Paulo

Se você somou menos de 22 pontos é sinal que está precisando repensar melhor suas atitudes e seu comportamento! Gentileza, gente! Gentileza!

* Por Tammy de Andrade

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A falta de gentileza de quem te deixa com fome!

8h30 – Meu colega de trabalho chegou na empresa e foi direto até o refeitório deixar seu almoço no freezer. Era uma lasanha bolonhesa da Sadia. Ao chegar lá notou que havia uma outra lasanha do mesmo sabor, só que de uma marca desconhecida, uma Tabajara qualquer…

12h30 – Hora do almoço! Hora de colocar a lasanha no microondas…”Owww, catzo, quem comeu a minha lasanha? PQP!!!”, gritou o meu colega.

E eis que surge uma voz apaziguadora se aproximando da geladeira…

– Ô meu, desculpa aeee, acabei pegando sem querer a sua lasanha da Sadia…ahhhh, mas come a minha aí, é o mesmo sabor, vai! Qual o problema? Se justificou o “rapailão” minimizando o “erro”.

TOC, TOC, TOC…tem alguém aí nessa cara de pau????

O problema é que meu amigo foi até o mercado e comprou a lasanha da sua preferência, pagou mais caro provavelmente, justamente porque ele queria comer AQUELA lasanha, concorda? E não a tabajara…

Essa história rendeu muitas risadas. Foi divertido imaginar a cara de surpresa dele abrindo o freezer, xingando e tal… Tudo muuuito engraçado até o dia que o mesmo aconteceu C-O-M-I-G-O!

Lá estava eu numa pequena e simpática cidade do interior de São Paulo fazendo um job de 45 dias numa TV regional…uma correria danada, mal tinha tempo de almoçar porque os horários eram incertos, fechamento, factual, tudo pra ontem, uma loucura. Confesso que nas duas primeiras semanas não me lembro de ter almoçado. Tive uma ideia genial! Decidi então levar o famoso MARMITÉC pra “firma”.

Cara, nunca vou me esquecer desse dia. Acordei as 5 da matina, preparei uma saladinha que estava uma dilícia, de verdade! Cheguei na TV (deu pra perceber que bem cedo, né), coloquei aquela embalagem de alumínio dentro da sacolinha “prástica” e bora pra geladeira…

E eu? Bora fazer matéria na rua!

Só voltei pra redação por volta das 13h. A fome já tava de lascar…e quando tenho fome não consigo raciocinar direito, sabe? Fui direto pra copa pegar minha saladinha dilícia…e tchan tchan tchan tchan…Cadê a porra da minha salada que eu mesma preparei as c-i-n-c-o-d-a-m-a-n-h-ã?

Revirei a geladeira…NADA!

Revirei o lixo (sim, eu fiz isso)…NADA!

Fui perguntar pra copeira se ela viu um marmitex correndo por aí…NADA!

Quem foi o “desinfeliz”????

Perdi completamente o humor aquele dia. Lembrei tanto do Celso (meu ex-colega de trabalho)…cara, como pude rir tanto do Celso após o episódio da lasanha??? Como???? Como?????

13h30 – A manicure estava me esperando e compartilhei o que havia acontecido comigo. Elas foram tão solidárias…

– “Tammy, trabalhei numa loja que tinha uma pessoa que tomava todo dia o danu’p da galera e ainda tinha a cara de pau de colocar a tampinha de alumínio de volta. Até que uma vez coloquei laxante no iogurte, fechei com cola a tampinha e coloquei na geladeira…não deu outra! Bingo! Um colega nosso ligou pra patroa no dia seguinte pra dizer que não estava se sentindo muito bem e não ia trabalhar, problema estomacal.” Ah tá, diarreia mudou de nome agora? hahahahah…

Mesmo com fome e sem humor ADOREI A IDEIA! Não, mas não tive coragem de fazer o mesmo, mas que deu uma vontade deu…ô se deu! Depois passou. Peguei a estrada de volta pra casa, parei numa loja de conveniência de um posto BR no meio do caminho e tentei comer a pior coxinha da minha vida. Achei melhor esperar e almoçar em casa mesmo…mas isso já eram 16h…a essa altura do campeonato até comecei a achar graça da minha própria história. Até hoje não sei quem foi o ordinário (a)…mas me rendeu um post no blog! rs

Ô gentileza!

* Por Tammy de Andrade

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Soteropolitano!

Alguns meses atrás meu amigo Luciano Daniel escreveu um post muito divertido em seu blog sobre o fim de semana que passou em Salvador. A experiência turística não foi bem como ele imaginava, mas rendeu muitos momentos divertidos relatados num post gostoso de ler. O senso crítico e, principalmente, o senso de humor do Luciano são bem parecidos com o meu (especialmente quando o assunto é atendimento e gentileza). Por isso, decidi compartilhar essa história aqui no Quanta gentileza. Confira!

Em agosto a convite de um amigo resolvemos passar o fim de semana em Salvador. Queríamos conhecer  os pontos históricos e desfrutar a alegria contagiante do povo baiano. Obviamente que meu senso critico foi atento para comprovar de perto a famosa preguiça baiana.

Na sexta peguei  o voo de São Paulo a Salvador com escala em Belo Horizonte. Durante o voo leio um pequeno guia turístico onde aprendo que a origem da palavra soteropolitano vem do grego Soterópolis, que significa “cidade do salvador”, também tomei conhecimento dos principais pontos turísticos do meu passeio.

Na escala em BH nitidamente embarcam os nativos da terra de destino. Na fileira da frente senta-se um garoto com roupas de “mano”, bonezinho na diagonal e ouvindo um axezinho, obviamente sem utilizar o fone. Ao meu lado senta-se um homem que deveria ter por volta de uns 40 anos que após algumas ligações de seu smarthphone para sua atual esposa e para a ex, coloca um axezinho para alegria da galera.

Crianças chorando, mulheres trocando receitas, falando mal da vizinha, de traições, do bucho do marido que será cortado com a “pexera”. Enfim, uma interação que só se vê em batizado do filho da vizinha. Na hora do lanchinho então, ouve-se lá  atrás:

– Oh moça, me dá mais um docinho desse ai pra criança num chorá!

– E lá vai a aeromoça sorrindo com uma barra de cereal. E antes de entregar o “docinho” escutamos mais a frente.

– Oh moça, se deu pra ela também vou querer mais!

Penso comigo:

– Jesus! – O que me fez lembrar de uma amiga que dizia: – Jesus me chicoteia!

O avião pousa e a alegria é geral, todos tentam sair ao mesmo tempo, falatório constante, o contínuo choro das crianças. E tento me acalmar:

Calma Luciano, está acabando, está acabando!

Ao desembarcar localizei um posto de serviços de táxi. Para ser atendido tive que esperar as três atendentes combinarem como iriam ao show do Capital Inicial que iria acontecer dentro de alguns dias. Após definirem as roupas, o local de encontro, e ônibus que iriam pegar uma delas resolve me atender:

– Pois não senhor, precisa de um táxi?

– Não, preciso de um sorvete! – obviamente foi o que pensei.

Respondi:

– Sim, para a Avenida Oceânica, por favor.

– São R$ 99,00. – Informou-me a atendente.

– R$ 100.00? Que caro! – interfere a atendente ao lado.

– Não! Não, eu errei, são R$ 99.00. – retruca a minha atendente, toda atrapalhada.

– Então sua abestada, são R$ 100,00 – responde sua colega.

E inicia-se uma nova discussão que durou uns 5 minutos, onde concluíram que para se chegar a R$ 100,00 seria necessário apenas acrescentar R$ 1,00 ao montante de R$ 99,00.

– Débito por favor. – Digo em tom veemente estendendo meu cartão, notoriamente impaciente.

Silêncio geral… as três perceberam minha irritação com o péssimo atendimento e a atendente suaviza a voz e robotiza as ações para finalizar a compra.

Enfim, chego ao hotel, encontro meu amigo, colocamos o papo em dia, vamos a um barzinho próximo ao hotel muito bem localizado, porém com um péssimo serviço.

Todas as impressões até o momento são ruins.

No dia seguinte conhecemos o Pelourinho com todos os seus atrativos, o Elevador Lacerda,  Mercado Modelo, o Palácio Rio Branco. Tudo isso em companhia do “Alexandre”, um guia que pela metade do preço – segundo ele – nos mostrou o centro histórico de Salvador.

– A gente fazemos o melhor para o turista – dizia o guia com frequência.

– A gente não podemos levar o turista nas loja.

– Quando o turista chega com uma máquina cara – referindo-se a minha Nikon D5000 – a gente sabemos que tá interessado.

Apesar das conjugações verbais errôneas e exageradas, Alexandre fez seu trabalho direitinho. Particularmente não ouvi 90% de todas as explicações que ele deu pois estava fotografando o que me chamava atenção, ou seja, tudo. Meu amigo deu mais atenção a ele não sei se por educação ou por estar realmente interessado.

Almoço no Mercado Modelo e pôr-do-sol na praia da Barra, finalizaram o dia. Um jantar no Shopping da Barra fez-me sentir mais próximo ao meu habitat e pensar em minha frase predileta: Cidade é São Paulo!

Consultamos pela internet algumas baladas na cidade, e meu amigo resolveu pedir umas dicas com um soteropolitano que trabalhava na Lan House do shopping, das casas noturnas da capital:

– Amigo, conhece uma boa balada para nos indicar ai? – perguntou meu amigo.

– Aaah (som arrastado)! Pergunta pro taxisseiro! – respondeu o baiano.

Meu amigo volta e me conta o fato, o que levou-nos a bons momentos de gargalhadas.

Encontramos uma balada que nos chamou a atenção e decidimos arriscar. Na saída da Lan House meu amigo questiona novamente:

– Amigo, conhece a balada X? (não me recordo o nome). É boa?

– Ééééé! Responde o baiano arrastando a resposta e deixando a boca semiaberta, fato que rendeu outras boas gargalhadas.

Balada, Forte de Santo Antônio da Barra foram outras atividades antes da hora de ir embora. Não estávamos no mesmo voo, na verdade havia uma diferença de quatro horas entre o voo de meu amigo e o meu. Como eu tinha uma tarde ainda pela frente, voltei ao pelourinho para fazer compras e, surpresa!

O centro histórico de Salvador fecha aos domingos, fato este que não consta em nenhum guia. Encontrei algumas lojas abertas, comprei um ou outro souvenir e voltei a andar pela orla, passei no hotel para pegar minhas coisas, aeroporto, e após três horas estava de volta a minha cidade maravilhosa.

Moral da história. A viagem foi excelente, principalmente quando se tem uma boa companhia. Quanto às impressões do povo baiano, realmente não foram as melhores. Não encontrei um povo preguiçoso, e sim mal educado. O sorriso e alegria contagiante vendida mundo afora é proveniente do quanto você gasta neste ou naquele estabelecimento. Afinal de contas, turismo é um produto do velho capitalismo, e o sorriso e a simpatia são as ferramentas para execução deste trabalho. Conhecer Salvador é um passeio básico e obrigatório aos brasileiros, afinal faz parte de nossa história, e a interação com sua gente depende do quanto você está disposto a gastar.

Quanta gentileza!

* Por Luciano Daniel, do blog Velasque.

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Posso cavar um buraco no chão, por gentileza?

Vou confessar uma coisa, eu estava sem inspiração pra escrever um novo post no blog. Durou pouco. Até o dia que almocei com Juzinha Almeida, minha ex-companheira do Quanta gentileza, uma amiga que é um poço inesgotável de situações que envolvem gentileza, saia-justa, falta de gentileza, inúmeros foras, tropeços, crises de riso e afins. Estávamos justamente falando sobre esse tema quando ela relembrou uma passagem daquelas de ficar roxa de vergonha.

Local: Delboni

Episódio: Entrega de exame de fezes para análise

Sorte!

Não havia nenhum cliente naquele horário. Ufa, lá foi a Ju até o balcão entregar o potinho. Detalhe, potinho de plástico transparente.

A atendente? Ah, uma pessoa bastante comunicativa, voz alta, excelente dicção e muito esclarecedora na sua forma de atender.

– OI, BOM DIA. EXAME DE FEZES? SÓ ENTREGAR O EXAME DE FEZES MESMO? (Bem esclarecedora, né?)

– Isso, disse a Juliana bem baixinho, tentando disfarçar com as mãos aquele potinho que tava no balcão piscando, piscando, piscando…

Ui, azar!

Chegaram dois clientes, ui, eram dois gatinhos. Ficaram bem atrás dela esperando o atendimento.

– QUE BOM QUE VOCÊ TROUXE NESTE POTINHO COM PAZINHA QUE O DELBONI UTILIZA. VOCÊ ACREDITA QUE TEM GENTE QUE TRAZ EM POTE DE SORVETE DE 2 LITROS? TEM GENTE QUE ACHA QUE A QUANTIDADE É IMPORTANTE…(quase palestrando em alto e bom som)

Socorro!!!! Alguém cala a boca dessa mulher ou me tira daqui por teletransporte???

Nessa hora os caras que estavam na fila começaram a rir muito. Claro que ela não olhou para trás  pra conferir, apenas ouviu as risadinhas. Ai que vergonha, gentemmm…

– VOU IMPRIMIR A ETIQUETA PRA COLOCAR NO EXAME DE FEZES. JULIANA ALMEIDA, NÉ…

Depois de todo esse longo processo a Juzinha foi embora, correndo, claro, e com os longos cabelos lisos cobrindo sua carinha roxa de vergonha. Pensando seriamente em confeccionar uma bandeira para colocar em frente o Delboni, dizendo: “Mais discrição, por gentileza!”

Ô gentileza!!!

* Por Tammy de Andrade

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Código de Defesa do Comerciante!

Uma nova lei passou a obrigar que todo tipo de estabelecimento comercial tem que ter o Código de Defesa do Consumidor em um local visível e de fácil acesso. Para quem descumprir a lei, a multa é de cerca de R$ 1 mil.

Quando fiquei sabendo dessa nova lei passei a pesquisar o assunto porque minha família possui um estabelecimento comercial. E, muito por acaso, encontrei um post bem-humorado sobre o tema no blog do Sandro Figueiredo, de Penedo (RJ). O cara escreve de forma bemmm escancarada e bemmm bagaceira suas histórias pessoais e me autorizou publicar e compartilhar seu post no Quanta Gentileza.

Segue abaixo o seu post, acho que vale a reflexão (como consumidores e como donos de estabelecimentos comerciais)! Divirtam-se!

Situação hipotética 1:

Você, consumidor, pergunta gentilmente ao gerente de um estabelecimento comercial “O que eu faço com esses picles que vieram no meu hamburguer?”, já que os tais picles não estão discriminados na composição do sanduíche no cardápio. É quando o enérgico funcionário vira pra você e, em alto e bom som – com direito a gestos condizentes com as sentenças -, te manda enfiar os mencionados vegetais no …

O que você faz?
Vai ao Procon, confirma que, por lei, o Código de Defesa do Consumidor impede que insinuações de cunho sexual-gastronômico sejam dirigidas ao seu …, registra uma queixa no órgão (no caso o órgão é o Procon) e entra com uma ação contra o tal estabelecimento, via Tribunal de Pequenas Causas, que é pra onde o Procon ia te empurrar de qualquer forma. A empresa escatológica é punida, o funcionário sádico é demitido e você sai dessa embaraçosa situação com a dignidade intacta. Deus abençoe o carinho e a consideração que o Estado tem para com os consumidores.
Lindo, né? Só que, e se fosse o contrário?
Situação hipotética 2:
Você, comerciante, informa amistosamente o valor de um dos produtos disponíveis em seu estabelecimento a um dos clientes lá presentes. E, para sua surpresa, a reação do estressado consumidor que lhe questionou a respeito é um tanto quanto… Profunda.
“Dezessete reais por um licor? ‘Cê tá maluco, moleque! Aí, quer saber? Enfia essa merda no …!”.
É o que lhe replica o homenzinho. Que, em seguida, deixa o recinto, bufando e falando sozinho algo que envolve a senhora sua mãe e o órgão de um equino africano.
O que você faz?
Reúne-se com outros comerciantes Domingo à noite e reclama da vida pra eles. Ou cria um Blog desconhecido e choraminga sobre como a clientela sabe ser intransigente. A vida é mesmo um mar de injustiça.
Eu nunca fui bom em Jogo dos Sete Erros, mas alguma coisa me diz que as duas situações não são muito semelhantes…
Por isso, o Sandro diz: algo precisa ser feito! E, como não é de se surpreender, eu tenho a solução pro problema.
Proponho a criação de um órgão que cadastre os clientes inconvenientes e aplique aos mesmos os rigores de uma lei favorável aos comerciantes. Especialmente aos pequenos, que nem o Sandro e a mãe dele. O nomezinho do tal órgão podia ser ProcoM, com “M” maiúsculo no final (pra diferenciar do Procon), que seria a sigla pra “Procuradoria de Proteção e Defesa do COMERCIANTE”. Bonito, né? Se eu ganhasse R$ 0,01 por cada porcaria inútil que penso por dia, podia parar de trabalhar.
Aí é assim: você liga pro 0800 do ProcoM e passa o CPF do cliente chato em questão. Eles, depois de um rápido acesso ao banco de dados nacional da instituição, descrevem o indivíduo solicitado, de acordo com as reclamações que foram feitas contra ele, por outros comerciantes. Tipo, eu passo o meu próprio CPF e o operador do ProcoM me define com os seguintes tópicos:
– Folheia gibis em bancas de jornal (e lê a coluna do Mainardi na Veja sem comprar a porra da revista).
– Esbarra em todos os objetos possíveis de qualquer estabelecimento. A força do impacto do esbarrão é diretamente proporcional ao valor do objeto esbarrado.
– Gasta de quatro a cinco saches de açúcar por xícara de café em padarias e cafeterias.
– Só paga valores baixos com notas altas, pra trocar dinheiro. Putanheiro desgraçado que não tem mãe.
– Suja todo o piso das lojas que visita com as folhas secas que grudam na barra desfiada de suas calças.
– Vai mal-vestido, de propósito, a lojas de roupas caras. E, se é maltratado por isso, saca seu American Express da carteira. Só pra criar caso. Ninguém gosta dele.
– Tem problema em casa.
– A lista é grande pacacete. ‘Cê quer mesmo saber de tudo? Já não tá bom?
Viu que prático? Tipo um SERASA do mau comportamento consumista. Você tem acesso rápido a uma ficha sempre atualizada com o modus operandi do cidadão, e pode constatar que o fato dele estar se portando com a conduta de um pentelho inflamado no seu estabelecimento comercial não é coincidência nem perseguição: é a realidade.
E, evidentemente, isso seria muito viável…na Suíça. Eu, que vivo no Brasil e, não satisfeito, no estado do Rio de Janeiro, tenho que agradecer a Tupã todo dia por conseguir a benção de que minha loja tenha luz elétrica, já que a companhia de energia da região se esforça regularmente pra evitar isso. O ProcoM é apenas uma doce ilusão à qual eu me agarro.
Como dormir com a Jenniffer Morrison: não vai acontecer, mas nem por isso eu deixo de fantasiar.
* Por Sandro Figueiredo, do “O blog mais legal de todos”.

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