fevereiro 5, 2010

Quando “menos é mais”!

“Ops, falei!”. Acho que não existe nada pior do que se sentir a criatura mais “pamonha” deste mundo por ter falado algo que não devia ter sido dito. A hora errada com a pessoa errada. Ou a hora certa com a pessoa errada, ou a pessoa certa no momento errado. Enfim, quem é que nunca falou além da conta e depois se arrependeu amargamente que atire o primeiro paralelepípedo na minha cabeça agora!?!

Um comentário infeliz, uma resposta impulsiva, desnecessária, uma crítica , um gesto impensado, um e-mail que não devia ter sido enviado. Dá uma vergonha… Tudo isso comprova que realmente “menos é mais”! E que autocontrole, definitivamente, faz toda a diferença. Sabe aquela contagem até três? Então, “tragédias” podiam ser evitadas se a gente lembrasse de contar até três antes de agir.

Não é fácil, eu sei. Não é nada fácil. Ah, como eu sei! Aqui quem vos fala é a rainha dos foras, da explosão, da impulsividade, da auto-crítica e de tudo aquilo que não me perguntaram, mas eu comento mesmo assim, sabe? Sou daquelas que quando se dá conta…“ui, falei”. Ah, mas eu não sou de todo mal. Tenho noção desses graves defeitos instantaneamente (as vezes a noção aparece logo após ter cometido um delito grave), mas na maior parte do tempo procuro me policiar, conto até três antes de dar um “coice”. E se dou, asumo o erro e me desculpo. Mas, a vida é um aprendizado. Mesmo que a gente tenha que aprender com os erros…

Dia desses uma amiga foi almoçar num restaurante em São Paulo e o garçon esqueceu a “fociqueira” em casa. Quando o pedido chegou ela não reparou que o segundo prato estava na outra mão do garçon. Só que ela foi mais rápida e comentou que estava faltando mais um pedido. Eu a conheço e sei que ela pediu com jeitinho. O garçon, que naquele dia dormiu com a “nuca” descoberta soltou a pérola: “tá aqui …ORRA”, e largou o prato na mesa com uma super delicadeza de elefante!

Ô, gentileza!!!!!!

Nenhuma reação. Ela não falou nada na hora. Depois do almoço foi até a supervisora e relatou toda história.

Resultado humilhante: o cara precisou pedir perdão pra minha amiga. No começo até negou que tinha atendido a mesa e tal, mas depois admitiu, pediu desculpas. Chato demais, e o restaurante perdeu cliente por causa do péssimo humor do garçon.

Realmente, é melhor pensar antes de agir. Caso contrário, tem que admitir o erro e pedir desculpas sim!

* Por Tammy de Andrade

janeiro 29, 2010

A gentileza com os deficientes físicos

Uma amiga de Piedade, assídua leitora do blog Quanta gentileza, me ligou na semana passada pra sugerir o tema deste post que acabo de colocar no ar. Ela estava inconformada porque tinha acabado de sair do restaurante onde tinha almoçado e avistou de longe um cadeirante subindo sozinho uma ladeira pesada. Várias pessoas seguiam a pé na mesma direção, passavam do seu lado e não faziam nada. Ninguém se comovia com o esforço daquele homem. Ele era invisível aos olhos daquelas pessoas.

Mas ainda bem que minha amiga enxerga muito bem! Lá foi ela correndo ajudar. O cara estava super suado, cansado e disse: “Obrigado, você foi a única pessoa que me ofereceu ajuda hoje na cidade”. Quanta gentileza, minha amiga!

Mas, a ligação que recebi sugerindo este novo post me fez lembrar de uma matéria que fiz quando trabalhei como repórter para uma produtora em São Paulo. A pauta era a entrega de equipamentos para deficientes físicos do Departamento de Assistência Social de um município do interior (cadeira de rodas, muletas, próteses, aparelhos auditivos, etc), inclusive, uma ação muito bacana que poderia ser replicada por outras cidades.

Jamais vou esquecer da cena que presenciei. Um rapaz de 38 anos, aparentemente saudável, estava lá aguardando por seu primeiro aparelho auditivo. Nasceu surdo, nunca sequer ouviu a voz de sua própria mãe.

A fonoaudióloga o colocou numa cadeira, ao redor de outras famílias que aguardavam por seus equipamentos, encaixou o aparelhinho em seu ouvido e quando ligou o pequeno botão o rapaz deu um solavanco pra trás e arregalou os olhos. Jamais ouviu tanto som em sua vida. Ruídos, cadeiras arrastando no chão, buzina do lado de fora daquela casa, crianças brincando pelos corredores…e a fonoaudióloga perguntando: “Tá bom o volume?”.

Sim, sim, ele fazia com a cabeça. E foi naquele momento que eu vi uma lágrima de emoção escorrer pelo seu rosto. Vocês conseguem imaginar isso? A sensação de uma pessoa que viveu 38 anos no silêncio e de repente ele preenche todo aquele vazio com uma avalanche de sons inéditos em sua vida. Pura emoção…

Eu estava ali a trabalho. Teoricamente tinha que me segurar, mas antes de ser repórter eu sou um ser humano. Desabei a chorar. Não consegui fazer a abordagem imediata para a entrevista. Fiquei ali no meu canto só observando, agradecendo a saúde que Deus me deu e refletindo sobre a nossa própria vulnerabilidade.

A diretora do Departamento de Assistência Social segurou minha mão, me entregou um lenço de papel e disse: “Sempre carrego uma caixa de lenços comigo, Tammy. Participo deste evento todo mês há mais de quatro anos e ainda me emociono”.

Após me recompor fui conversar com a mãe, e para concluir minha missão de fazer aquela entrevista perguntei ao rapaz : “O que é que você achou de ouvir a voz da sua mãe pela primeira vez?

- É linda!

Respondeu com uma certa dificuldade para falar claramente, claro. Sorriu pra mim o seu melhor sorriso, de orelha a orelha, e foi embora. Essa reportagem aconteceu em meados de 2004, mas pra mim parece que foi ontem. Sempre que me lembro daquela lágrima escorrendo em seu rosto meus olhos se enchem d’água. Nunca mais soube daquele rapaz e nunca mais voltei àquela cidade, mas desejo com todas as minhas forças que a vida tenha sido generosa com seus ouvidos desde então.

* Por Tammy de Andrade

janeiro 21, 2010

As 10 gentilezas para 2010!

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Quanta gentileza revelou quais são as 10 gentilezas para 2010. Não tem Instituto coisa nenhuma, to zoando. Mas fiz um top ten de gentileza com base em coisas que vi, ouvi e li nos últimos meses e acho que merecem nossa atenção especial neste novo ano.

Top 10 – Pensar antes de falar. “Menos é mais” na minha opinião. Antes de abrir a boca, pense se o que vai dizer é positivo, negativo, necessário, desnecessário, se pode ofender ou ter uma interpretação errada. Pense!

Top 9 – Elogiar mais do que criticar. Não é todo mundo que está preparado para receber alguns feedbacks. Guarde certas críticas só pra você ou espere um momento oportuno para fazê-lo.

Top 8 – Oferecer ajuda. Pra mim essa é uma gentileza primária, mas que ainda me chama muito a atenção pela sua falta de gentileza em excesso. Segurar a porta de um elevador para alguém entrar ou sair, ajudar alguém de idade a atravessar a rua, orientar alguém na fila de um banco, etc. Nossa, posso listar um infinidade de coisas que presenciei ultimamente e garanto que esse tópico rende história pra caramba.

Top 7 – Tratar as pessoas com educação. Pode parecer ridículo o que escrevi, mas ainda fico no “vácuo” quando dou bom dia pras pessoas. Tem gente que me atropela com o carrinho do supermercado e não pede desculpas. Pior, ainda presencio o destrato com pessoas que tem posição considerada “inferior”. Isso é de lascar!

Top 6 – Fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o duro que você deu. Ficar se queixando das dificuldades ao realizar alguma coisa pra alguém é muito desagradável e indelicado.

Top 5 – Cuidar no nosso planeta. Eu não me canso de pisar sempre nessa tecla. Quando eu digo cuidar do planeta quero dizer: não jogar lixo nas ruas, nos rios, nas trilhas, no mar. As conseqüências dessa falta de gentileza com a natureza a gente vê nas TVs diariamente. Tem gente que vê e não associa nada com nada, tenho certeza!

Top 4 – Buzinar menos. Meus ouvidos agradecem!

Top 3 – Ser mais generoso. Dar lugar para alguém sentar, dar passagem para alguém passar!

Top 2 – Sorrir. Faz bem pra saúde e pra alma. Quem recebe um sorriso reage de forma positiva.

And the Oscar goes to…

Top 1 – Ser gentil com nós mesmos. O que quero dizer com isso? Ser gentil consigo mesmo é simplesmente se permitir algumas coisas. Sair, viajar, estar com amigos queridos, fazer o que se gosta, tomar umas brejas num dia de calor, trabalhar com o que realmente dá prazer (ou tentar fazer com que o trabalho se torne mais prazeroso), cuidar do corpo, da alma, ver um filme e comer um balde de pipoca num dia chuvoso, não levar a vida tão a sério e meter o pé na jaca de vez em quando, dar risada até morrer com aquela amiga que não te encontra faz tempo… Porque se não agirmos com gentileza com nós mesmos, jamais teremos condições de agir com gentileza com alguém ao nosso redor.

* Por Tammy de Andrade

janeiro 15, 2010

A gentileza e a fúria da natureza!

Este era para ser o início das férias de um amigo que estava feliz da vida porque retornaria ao seu país de origem, República Dominicana, e incluiria em seu roteiro uma visita a sua família no Haiti.

Fotógrafo profissional, já clicou por lá, em outras ocasiões, diversos rostos, ângulos coloridos de uma cultura vibrante, paisagens inusitadas, como a que ilustra este post, produzida alguns anos atrás. Mas jamais imaginou que um dia registraria em sua memória imagens tão doloridas como as desta semana. A tragédia antecipou em alguns dias sua viagem ao Haiti e mudou por completo o contexto de sua visita.

O ano mal começou e três tragédias marcaram (e marcam) os noticiários em todo o mundo: o deslizamento de terra, em virtude da chuva, que atingiu muitas comunidades de Angra dos Reis; a enchente que destruiu a cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, e o terremoto que atingiu cerca de 50 mil vítimas no Haiti esta semana. Água, comida e, agora, o aparecimento de doenças são os principais problemas encontrados.

- “Keep us in your prayers, Tammy” (Nos mantenha em suas orações, Tammy). Foi assim que meu amigo se despediu de mim ontem em seu e-mail.

Eu fico inconformada com quem ainda arremessa lixo nas ruas, no mar ou causa destruição no meio ambiente sem pensar no dia de amanhã. Essa é apenas a ponta do iceberg, eu sei. Mas tudo isso que está acontecendo no mundo todo é uma fatalidade, sim, mas tem aí no meio a consequência de inocentes ações coletivas que provocam da natureza reações de fúria. O fato é que a natureza é gentil, mas a sua fúria mata!

- “Yes, I will. God bless you, Conrad(Sim, eu vou. Deus abençoe todos vocês).

* Por Tammy de Andrade

Há vários canais para cidadãos e empresários interessados em fazer doações para as vítimas do terremoto no Haiti. Veja quais são as principais formas de ajudar:

Cruz Vermelha
HSBC
Agência 1276
Conta corrente 14526-84
CNPJ é 04359688/0001-51

Pastoral da Criança
HSBC
Agência 0058
Conta Corrente 12.345-53
CNPJ 00.975.471/0001-15

janeiro 10, 2010

Eu pago impostos!

“Eu pago impostos!”. Para alguns essa frase é uma muleta pra tudo na hora de criticar qualquer situação.

Não estou defendendo o governo descaradamente, de forma alguma. Acho que realmente em muitos aspectos os caras pisam feio no tomate, mas têm coisas que o governo em si não tem absolutamente nada a ver com as calças.

Por exemplo, se tá chovendo sem parar e a cidade fica um caos: “É um absurdo, eu pago impostos e o governo não dá um jeito nessa chuva!”. Se o vento forte derruba um poste de luz de uma rua qualquer: “Eu pago impostos e esse é o lixo de energia que o governo me oferece?” E dentro do shopping?

- Opa, peralá, dentro do shopping?

Sim, dentro do shopping. Lá estava eu numa sexta-feira à noite no shopping Jardim Sul, em São Paulo, para assistir um dos intermináveis O Senhor dos Anéis. O filme era tão longo que dormi da metade em diante, a sessão terminou por volta das duas da manhã. Aquela altura do campeonato o shopping já estava fechado, obviamente.

As lojas já estavam fechadas.

A praça de alimentação já estava fechada.

As escadas rolantes já estavam desligadas.

- “Olha isso, é um absurdo, eu pago impostos!”

Foi a pérola que eu precisava ouvir para despertar instantaneamente daquele soninho do filme. O moço que saiu da sala logo na minha frente estava indignado por se deparar diante de uma escada rolante desligada e se queixou para sua namorada sobre essa imperdoável irresponsabilidade dos nossos governantes.

Só me restou dar risada, claro…Isso é Brasil!

A namorada não respondeu nada. Deve ter pensado: “Que asno, meu Deus do céu!” Até uma criança deve saber que o governo não tem absolutamente nada a ver com essa escada rolante desligada…Socorro!

* Por Tammy de Andrade

dezembro 23, 2009

Que 2010 seja repleto de gentileza!

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. (Lya Luft)

Gostaria que o último post de 2009 tivesse um texto da Lya Luft, escritora e colunista da revista Veja. O trecho que segue abaixo traduz um pouco as reflexões e o balanço que costumamos fazer nesta época do ano sobre o que foi bom, o que foi ruim, etc. Não necessariamente que o que tenha sido ruim em 2009 deva ser classificado como um dano para nossas vidas, mas pode ser um aprendizado. Tudo depende do ângulo com que analisamos essas experiências.

(…) Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer. (Lya Luft – Pensar é transgredir)

Nesta época do ano todos desejam presentes, confraternizações, festas, champagne, amigo-secreto, Feliz Natal, Feliz Ano Novo. Eu desejo muitas coisas também, muitos presentes, desejo mais do que gentileza, eu desejo amor.

Pra ser bem sincera, acho que eu daria tudo, tudo mesmo, para ter meu paizinho de volta. Esse seria meu maior presente de Natal. Sei que desejo coisas impossíveis.  Mas quis tocar no tema amor porque quando falo na “perda” do meu pai automaticamente penso no amor.

Descobri que quando a gente “perde” alguém o amor assume uma forma diferente. Você não pode mais tocar as mãos de quem você ama. Beijar ou passar a mão nos cabelos de quem você ama. Mas quando essas sensações desaparecem, outras vêm à vida: a memória. A memória se torna seu parceiro. Você abraça, beija, toca, conversa, dá risada… A vida tem que terminar. O amor não.

Que 2010 seja um ano repleto de amor e gentileza!

* Por Tammy de Andrade

dezembro 17, 2009

Quando o SAC simplesmente não funciona!

Era pra ser apenas um happy hour com algumas amigas no OutBack do Shopping Eldorado. Acabei chegando bem antes do horário combinado e decidi então dar uma voltinha descompromissada. Que perigo! Parei na vitrine doEmpório Naka e vi dois pares de sapatos que me chamaram a atenção.

Pensei: “Acho que vou dar uma olhadinha sem compromisso”.

Pensei melhor: “Acho que vou experimentar, já que tenho tempo sobrando!”

Meu Deus, mulher é um ser consumista mesmo! É claaaaro que eu me apaixonei pelos sapatos. Eles eram GLO-RI-O-SOS (como diz minha amiga Lia Rizzo). E como boa pisciana que sou, fiquei indecisa se levava um ou outro. Na dúvida comprei os dois pares de uma vez. “Isto é Impulse…”

Ops, o celular começou a tocar. Eram as minhas amigas dizendo que estavam me aguardando no OutBack, só faltava eu. Ou seja, cheguei antes de todo mundo e estava atrasada. Affe!

Dia de estreia.

No que eu pisei no hall de entrada do prédio onde eu trabalhava, a borrachinha do salto se desprendeu do sapato e eu quase tomei um rola buuunito (quase contabilizei meu segundo rola na Vila Olímpia. O primeiro rola você confere aqui, leia). O preguinho que ficou aparente no salto deslizou naquele piso de mármore como água e sabão…me vi fazendo espacate (um pouco de exagero), mas disfarcei bem o quase mico.

Bom, Juliana Almeida, minha parceira de blog, trabalhava comigo na época, e me ajudou a encapar aquela porra daquele prego com durex e fita crepe. Ficou uma beleza! Coisa fina! Um verdadeiro Manolo Blahnik. Na real eu estava furiosa! Pô, que lixo de sapato! Naquela época eu estava numa pauleira danada no trabalho e mal dava tempo pra falar ao telefone, por essa razão enviei um e-mail para o SAC do Empório Naka e relatei o ocorrido.

Algumas semanas depois…

Nenhuma resposta. Tinha quase esquecido do assunto, mas resolvi insistir. Enviei então um e-mail diretamente para a loja onde eu havia comprado o sapato, no Shopping Eldorado. Nenhuma resposta. Nem mesmo uma resposta automática de que estavam avaliando meu e-mail e que em breve me contatariam…que nada!

Resultado: como ninguém se manifestou eu mandei um sapateiro perto de casa consertar o salto, que está firme e forte até agora!

Obs: Esse episódio aconteceu cerca de um ano atrás. Dia desses eu estava relembrando essa história para uma amiga que é advogada especializada em direito do consumidor, Francine Marciano. Segundo ela, pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC)  é dever do fornecedor prestar um bom atendimento ao cliente. Isso vale não somente antes de realizar a venda, como também depois, caso haja algum problema, alguma dúvida. Orientação básica: o primeiro caminho é contatar a  própria loja. Caso a loja não possua um atendimento adequado, o consumidor pode procurar o PROCON e fazer a reclamação. Dependendo do prejuízo, o melhor a fazer é ingressar com uma ação visando o ressarcimento de todos os danos experimentados, seja de ordem material ou moral.

Esse não é o meu caso, mas a partir daquela conversa o blog Quanta gentileza ganhou este novo post.

Moral da história: tem gente que se queima por tão pouco…


* Por Tammy de Andrade

dezembro 13, 2009

Martha Medeiros e sua gentil elegância!

A sensibilidade da escritora gaúcha Martha Medeiros em assuntos relacionados ao comportamento humano, relacionamento e atitudes rendem valiosos momentos de reflexão. Hoje o blog Quanta gentileza publica um artigo, dessa colunista do jornal O Globo, que está diretamente sintonizado com o tema deste blog.

Elegância!
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,a estar nele de uma forma não arrogante.
É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens…
Abrir a porta para alguém é muito elegante…
Dar o lugar para alguém sentar… é muito elegante…
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma…
Oferecer ajuda… é muito elegante…
Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante…
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.
Quanta gentileza em nos presentear com palavras tão verdadeiras e reflexivas, Martha Medeiros!

* Por Tammy de Andrade

dezembro 8, 2009

Quanta gentileza Luciano Huck!

São raros os sábados que consigo assistir ao Caldeirão do Huck, mas sempre que tenho a oportunidade de ver esse programa fico emocionada com o quadro Lar Doce Lar. Algumas semanas atrás consegui ver esse quadro, onde Luciano Huck apresentou o resultado da reforma da casa da família Martiniano, em Minas Gerais.

A história de Geisa, uma mulher batalhadora que trabalha como pedreira para sustentar seus cinco filhos e um irmão. A família morava em situação aquém da improvisação, de cortar o coração, especialmente quando as únicas coisas existentes na geladeira durante o dia que a equipe fez a gravação eram um pedaço de manga e um pote pequeno com resto de canjica. Mas ali ninguém se lamentava da condição em que vivia não. O bom-humor e o sorriso no rosto daquela mulher certamente são o seu melhor sustento.

Mas uma parte nesse programa realmente me chamou a atenção, quando o assunto gentileza entrou explícitamente em pauta por alguns instantes. A filha mais nova de Geisa disse que era muito humilhada na escola pelas amiguinhas porque morava numa casa feia. Huck, com todo aquele sei jeitão bacana de falar com as pessoas, pediu pra ela convidar todas as amiguinhas da escola pra conhecer a nova casa, estudar, brincar com elas. Sabe como você devolve as coisas ruins que nos fizeram? Com gentileza, disse ele.

Acho que deixando de lado a questão da busca pela audiência, estou falando de um outro contexto, o quadro e o apresentador contribuem de ponta-a-ponta numa ação social muito bacana. Luciano Huck, extremamente articulado e influente, utiliza seus contatos e seu dedo de Midas, para conseguir preencher todo o vazio que uma família carente necessita. Seu papel de “facilitador” muda o destino de pessoas que jamais teriam a oportunidade de conseguir morar num lar decente.

Mas quando eu digo que ele contribui de ponta-a-ponta na transformação de uma família quero dizer que simplesmente reformar uma casa, entregar as chaves, dizer tchau, foi um prazer, não seria útil se falta comida na geladeira, se não há dinheiro para a manutenção e a limpeza, se não há emprego ou estudo para os filhos, enfim, condições para que um sonho tenha continuidade. E é isso que ele faz. Oferece condições para que as pessoas possam subir novos degraus. Disponibiliza oportunidades.

Eu acredito no verdadeiro desejo do apresentador em ajudar as pessoas. Ele não precisa provar nada pra ninguém. Sempre teve dinheiro, podia muito bem curtir há muito tempo sua grana e viver o seu mundo sozinho. Acho que a liderança da audiência do seu programa está diretamente relacionada com a qualidade, o perfeccionismo, a generosidade, a competência e, claro, a gentileza de Luciano Huck.

* Por Tammy de Andrade

dezembro 2, 2009

Quanta gentileza na revista Quatro Rodas!

O tema gentileza está cada vez mais presente nas pautas dos programas de televisão, crônicas, reportagens em jornais e revistas. O assunto é recorrente especialmente nas grandes cidades quando o mau comportamento das pessoas, diante de situações de stress e caos, se sobressai. Esse comportamento tem nome: falta de gentileza.

Gestos simples como segurar a porta de um elevador para um vizinho entrar, dar bom dia, oferecer passsagem para um pedestre atravessar a rua, dizer obrigado, dar passagem para um motorista mudar de faixa, etc, podem fazer muita diferença. Essas ações possibilitam a transformação de uma rotina enlouquecedora no trânsito, por exemplo, num ambiente mais tranquilo de se conviver.

É preciso desacelerar, em todos os sentidos, e olhar ao nosso redor com mais atenção. Na edição da revista Quatro Rodas que está nas bancas o tema gentileza no trânsito é a pauta principal do Caderno paulista. Motoristas relatam como convivem pacificamente no trânsito agitado de São Paulo. Falta gentileza nas ruas, mas bons exemplos ainda existem.

O blog Quanta gentileza foi procurado pela repórter Simone Tobias, que me entrevistou em razão dos posts que publiquei recentemente sobre casos de falta de gentileza no trânsito, nas ruas, omissão de socorro, etc. Vale a pena conferir, leia abaixo!

Quanta gentileza revista Quatro Rodas!

* Por Tammy de Andrade