Era pra ser apenas um happy hour com algumas amigas no OutBack do Shopping Eldorado. Acabei chegando bem antes do horário combinado e decidi então dar uma voltinha descompromissada. Que perigo! Parei na vitrine doEmpório Naka e vi dois pares de sapatos que me chamaram a atenção.
Pensei: “Acho que vou dar uma olhadinha sem compromisso”.
Pensei melhor: “Acho que vou experimentar, já que tenho tempo sobrando!”
Meu Deus, mulher é um ser consumista mesmo! É claaaaro que eu me apaixonei pelos sapatos. Eles eram GLO-RI-O-SOS (como diz minha amiga Lia Rizzo). E como boa pisciana que sou, fiquei indecisa se levava um ou outro. Na dúvida comprei os dois pares de uma vez. “Isto é Impulse…”
Ops, o celular começou a tocar. Eram as minhas amigas dizendo que estavam me aguardando no OutBack, só faltava eu. Ou seja, cheguei antes de todo mundo e estava atrasada. Affe!
Dia de estreia.
No que eu pisei no hall de entrada do prédio onde eu trabalhava, a borrachinha do salto se desprendeu do sapato e eu quase tomei um rola buuunito (quase contabilizei meu segundo rola na Vila Olímpia. O primeiro rola você confere aqui, leia). O preguinho que ficou aparente no salto deslizou naquele piso de mármore como água e sabão…me vi fazendo espacate (um pouco de exagero), mas disfarcei bem o quase mico.
Bom, Juliana Almeida, minha parceira de blog, trabalhava comigo na época, e me ajudou a encapar aquela porra daquele prego com durex e fita crepe. Ficou uma beleza! Coisa fina! Um verdadeiro Manolo Blahnik. Na real eu estava furiosa! Pô, que lixo de sapato! Naquela época eu estava numa pauleira danada no trabalho e mal dava tempo pra falar ao telefone, por essa razão enviei um e-mail para o SAC do Empório Naka e relatei o ocorrido.
Algumas semanas depois…
Nenhuma resposta. Tinha quase esquecido do assunto, mas resolvi insistir. Enviei então um e-mail diretamente para a loja onde eu havia comprado o sapato, no Shopping Eldorado. Nenhuma resposta. Nem mesmo uma resposta automática de que estavam avaliando meu e-mail e que em breve me contatariam…que nada!
Resultado: como ninguém se manifestou eu mandei um sapateiro perto de casa consertar o salto, que está firme e forte até agora!
Obs: Esse episódio aconteceu cerca de um ano atrás. Dia desses eu estava relembrando essa história para uma amiga que é advogada especializada em direito do consumidor, Francine Marciano. Segundo ela, pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) é dever do fornecedor prestar um bom atendimento ao cliente. Isso vale não somente antes de realizar a venda, como também depois, caso haja algum problema, alguma dúvida. Orientação básica: o primeiro caminho é contatar a própria loja. Caso a loja não possua um atendimento adequado, o consumidor pode procurar o PROCON e fazer a reclamação. Dependendo do prejuízo, o melhor a fazer é ingressar com uma ação visando o ressarcimento de todos os danos experimentados, seja de ordem material ou moral.
Esse não é o meu caso, mas a partir daquela conversa o blog Quanta gentileza ganhou este novo post.
Moral da história: tem gente que se queima por tão pouco…
* Por Tammy de Andrade







Quando eu era criança costumava voltar para casa de ônibus nos dias que meu pai tinha que fazer algum trabalho em São Paulo. Eu e meu irmão mais velho, o Theo, íamos da escola até o ponto em frente o mercado municipal de Piedade esperar pela condução. Nessa espera, minha maior recordação era de um senhor que passava pelas pessoas com uma assadeira que exalava um cheiro inesquecível de baunilha. Os doces eram de um amarelo bem clarinho e embalados um a um no papel manteiga. Ele gritava: “Ó o manjar, ó o manjar”. O manjar era dos deuses!!!
Algumas semanas atrás o jornalista e escritor de novelas 